Montalegre: Feira do Fumeiro e Presunto do Barroso 2012

Está cumprida a primeira parte da apresentação pública da XXI Feira do Fumeiro de Montalegre. Aconteceu no Porto, na Casa de Trás-os-Montes, perante uma plateia significativa de jornalistas. Orlando Alves explicou, com detalhe, a trajetória de um evento que catalogou como «a mãe de todas as feiras».

A sala da Casa de Trás-os-Montes do Porto ficou composta para receber uma conferência de imprensa onde foi apresentada mais uma edição da Feira do Fumeiro de Montalegre. Um palco que juntou vários órgãos de comunicação social que ouviram, da boca de Orlando Alves, vice-presidente do município de Montalegre, palavras onde ficou bem patente a evolução do maior cartaz cultural do concelho de Montalegre. O autarca começou por referir que este «conclave de coisas boas» apareceu de «um golpe de atrevimento muito grande» porque, lembrou: «foi na altura que apareceram, na nossa terra, os porqueiros e os talhos ambulantes que foram a desgraça do mundo rural».

«FEIRA DO FUMEIRO FOI A “MÃE” DE TODAS AS FEIRAS»

Embalado pelo passado, Orlando Alves declarou a dificuldade da ideia passar para o terreno: «o agricultor barrosão produz e tem prazer em dar. Tem vergonha em vender. Só sabe vender o gado e a batata, o resto… as pessoas tinham vergonha de criar um porco para depois fazerem chouriças e venderem». Apesar das renitências iniciais, o cartaz evoluiu de uma forma segura. A explicação é enigma, diz o responsável pela pasta da cultura do município barrosão: «se me perguntarem como foi possível crescer tanto, não sei.  O que sei é que a Feira do Fumeiro de Montalegre foi “mãe” de muita coisa: foi “mãe” de muitas feiras que hoje se fazem nos 308 municípios do país. E eu digo isto e posso dizê-lo com vaidade. Hoje faz-se a feira da água, faz-se a feira da pedra… há feiras em todo o lado! Essa vaidade posso dizer… que poderei um dia morrer».

«JÁ SUPERÁMOS TODAS AS CRISES»

Foi dito que neste evento estão inscritos 148 produtores. Porém, deste conjunto, «enchem e dão vida ao Pavilhão Multiusos 127 produtores. Os demais 21 optam pela venda direta junto dos clientes que, ao longo dos anos, conseguiram fidelizar. Digamos que vendem por junto enquanto os retalhistas vão para o pavilhão», esclareceu o edil. Deste universo, «foram inscritos e cevados 964 animais cujo processo de engorda foi durante um ano devidamente fiscalizado por forma a garantir-se uma alimentação feita a partir de produtos da terra e sem recurso a qualquer tipo de rações».

A fechar a conferência de imprensa, Orlando Alves sustentou que a “raínha das feiras” já superou todos os testes: «o ano passado já superamos a crise e tivemos uma avalanche de gente. É o que vai acontecer este ano. Já ultrapassamos a crise da chuva, da neve… estamos confiantes que tudo vai correr bem».

PRODUTO

Presunto – 625 unidades

Chouriça – 7081 kg

Salpicão – 3113 kg

Alheira – 9870 kg

Chouriço abóbora – 2392 kg

Chouriço mel – 230 kg

Sangueira – 2593 kg

Farinheira – 300 kg

Butelo – 608 kg

Pernil – 836 unidades

– 1933 unidades

– 480 unidades

Orelheira – 1107 unidades

Peito – 567 unidades

Barriga – 1000 unidades

Share

Comentários fechados

Galeria de Fotos

Cidade de Lamego
Iniciar sessão | 2015 Programado por Rádio Clube de Lamego

Prevenção de Spam por Akismet