Confrontos entre manifestantes e polícia pelo terceiro dia consecutivo no Egito
Confrontos voltaram a opor, pelo terceiro dia consecutivo, a polícia e manifestantes no Egito, onde a população reclama a destituição do poder militar, acusado de inação perante a violência que matou 74 pessoas num jogo de futebol.
No Cairo, segundo informações divulgadas pela AFP, grossas colunas de fumo elevavam-se das ruas próximas do Ministério do Interior, donde manifestantes atiraram pedras contra os polícias anti-motim e ambulâncias transportavam os feridos nos confrontos.
Desde as manifestações iniciais e dos confrontos ocorridos na quinta-feira, na sequência da tragédia no estádio de Port Said (norte), uma dúzia de pessoas morarem no Cairo e em Suez (Leste) e outras 2.532 ficaram feridas, entre manifestantes e polícias, segundo o Ministério do Interior.
Algumas vítimas terão morrido asfixiadas pelo gás lacrimogéneo, revelaram fontes médicas. Entre os polícias, registaram-se 211 feridos, entre os quais um general que perdeu uma vista.
Segundo a televisão nacional Nile News, um dos seus jornalistas ficou igualmente ferido num olho por ter sido atingido por um disparo.
Durante a tarde alguns manifestantes tentaram colocar-se entre os seus companheiro e a polícia, mas as granadas de gás lacrimogéneo e os disparos de chumbo grosso fizeram reacender os confrontos próximo do centro da cidade do Cairo e a poucos metros da Praça Tahrir.
Ao princípio da noite a situação estava mais calma, mas a tensão era visível nas centenas de pessoas que permaneciam nas ruas.




