Moody’s baixa ‘rating’ de Portugal em um nível e mantém prespetiva negativa

A agência de notação financeira Moody’s reviu em baixa o ‘rating’ da dívida de longo prazo de Portugal em um nível, de Ba2 para Ba3, e mantém as perspetivas negativas, justificando a decisão com a incerteza da zona euro.

Em comunicado hoje divulgado, a Moody’s aponta “a incerteza relativamente à reforma institucional na zona euro e as fracas perspetivas macroeconómicas da região, que vão continuar a pesar na já frágil confiança do mercado.”

Também a “pontencial contração económica mais profunda e mais longa do que o antecipado”, os rácios de endividamento público “maiores do que o esperado” e o “potencial contágio vindo do incumprimento grego iminente, que provavelmente vai prolongar o período em que Portugal não consegue aceder aos mercados” estão entre as razões para a decisão da Moody’s.

A agência mantém as perspetivas negativas do ‘rating’ da dívida pública portuguesa, refletindo “o potencial de um declínio maior nas condições económicas e de financiamento, em resultado da deterioração da crise de dívida na área do euro”.

Além de Portugal, a Moody’s baixou também hoje o ‘rating’ de outros cinco países europeus, e ameaça cortar o triplo A de França, Reino Unido e Áustria, considerando que estão expostos aos “riscos financeiros e macroeconómicos crescentes” que emanam da zona euro.

Assim, a Moody’s reviu em queda os ‘ratings’ de Itália e Malta (de A2 para A3), Portugal (de Ba2 para Ba3), Eslováquia e Eslovénia (de A1 para A2) e Espanha (de A1 para A3), mantendo as previsões negativas em todos os casos.

Quanto aos três países cuja nota máxima está agora ameaçada – França, Reino Unido e Áustria – a Moody’s alterou também as perspetivas em terreno negativo.

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