Primeiro-ministro diz que país não precisa de mais austeridade mas não pode abrandar

O primeiro-ministro reafirma que o país não precisa de mais medidas de austeridade mas não pode abrandar o ritmo. Uma declaração num momento sensível. A “troika” está em Portugal a avaliar o desempenho do Governo e amanhã vai ser anunciado se autoriza o empréstimo de mais 15 mil milhões de euros

O primeiro-ministro afirmou  hoje esperar que “nunca mais venham a ser precisas em Portugal” medidas  adicionais de austeridade e que todas as medidas adotadas “estejam dentro  do quadro que está atualmente em vigor”.

Pedro Passos Coelho fez esta afirmação depois de elogiar a evolução  das exportações portuguesas e de criticar as “vozes” que defendem “que é  preciso flexibilizar, querendo dizer que é preciso abrandar este ritmo,  não ter tanta pressão para cumprir os objetivos” a que Portugal está obrigado.

“Se essas vozes fossem escutadas, aí sim, nós poderíamos ficar em piores  circunstâncias. E se os resultados, em consequência desse abrandamento,  dessa flexibilização, nos tivessem de conduzir a um desempenho pior, aí  sim, seria necessário reforçar medidas, que eu espero nunca venham mais  a ser precisas em Portugal”, afirmou Passos Coelho, durante uma visita ao  17. Salão Internacional do Setor Alimentar e Bebidas (SISAB), no Pavilhão  Atlântico, em Lisboa.

O primeiro-ministro acrescentou que espera que todas as medidas adotadas  “estejam dentro do quadro que está atualmente em vigor”.

Passos Coelho manifestou-se convicto de que, se Portugal “não abrandar,  não aligereirar o esforço” que está a fazer, vai ser bem sucedido for bem  sucedido e não serão necessárias “medidas adicionais”.

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