Trabalhadores das Finanças agredidos quase todos os dias
Funcionária em Viseu foi agredida com dois estalos quando tentava fotografar um terreno. Em Felgueiras, dois indivíduos armados obrigaram chefe da repartição a abrir o cofre.
Os trabalhadores das Finanças estão a sofrer agressões quase diárias, denuncia o Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos. José Manuel Anjos diz que com a crise os casos têm aumentado.
“Essas situações têm vindo a ocorrer com uma regularidade cada vez maior e mais assustadora. Tivemos um caso, na semana passada, de uma colega que teve que se deslocar a um terreno para fotografar, foi interpelada pelo proprietário que a derrubou e quando ela se tentou levantar deu-lhe dois estalos”, conta à Renascença o vice-presidente do sindicato.
Esta situação aconteceu no distrito de Viseu mas, acrescenta José Manuel Anjos, “já aconteceram tentativas de agressão”.
“Fizeram uma espera a uma funcionária no serviço de Finanças de Sacavém. Há 15 dias, dois indivíduos armados entraram no serviço de Finanças de Felgueiras, apontaram a arma ao chefe e levaram-no à tesouraria para ele abrir o cofre”.
Os funcionários dos impostos acabam por ser o “rosto” do Estado e onde os contribuintes descarregam a revolta pelas medidas cada vez mais penalizadoras, diz José Manuel Anjos.
Os perigos poderiam ser reduzidos se a Autoridade Tributária e Aduaneira tivesse “poderes” efectivos à semelhança do que acontece com a ASAE e a Inspecção de Trabalho, defende o dirigente do Sindicato dos trabalhadores dos Impostos.
O sindicato já reuniu com os diversos grupos parlamentares e secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio. Espera ainda opor uma audiência com o ministro das Finanças, Vítor Gaspar.




