Campeonato sem descidas é cenário provável

Comissão de clubes do principal escalão do futebol português reuniu-se quarta-feira, em Coimbra. Pode haver entendimento quanto à ausência de descidas já esta época, devido ao alargamento da liga para 18 clubes. Assembleia geral está marcada para 12 de Março.

A comissão de clubes da Liga Zon Sagres, reunida esta quarta-feira em Coimbra, considera que ganha a forma o cenário de não haver descidas no fim do campeonato.

“Se houver uma proposta de alargamento que vença na assembleia geral, não haverá descidas”, salientou José Eduardo Simões, porta-voz da referida comissão, composta por Académica, Sporting, Marítimo, Rio Ave e Gil Vicente.

A referida comissão duvida da “qualidade” de uma eventual liguilha para determinar quais as equipas que serão despromovidas para a Liga de Honra. “A proposta de uma liguilha é duvidosa em termos de qualidade, tal como afirmam os juristas”, sustentou José Eduardo Simões.

A hipótese de alargamento da liga dos actuais 16 para 18 clubes tem sido discutida nas últimas semanas. Está marcada uma assembleia geral para 12 de Março, onde o tema vai ser discutido. Entre as questões em aberto, está a definição quanto ao número de clubes que sobem e descem, caso o alargamento avance.

Totonegócio e apostas “online”

José Eduardo Simões expressou igualmente a preocupação dos emblemas do escalão principal quanto à problemática do totonegócio.

“O que pretendemos em relação ao totonegócio, a chamada “lei Mateus”, é que muito rapidamente seja reposta, ou extinta, para alguns casos, a dívida e que a mesma seja feita de forma faseada. No ano de 2011, nenhuma verba do totobola foi destinada aos clubes – ficou retida e ninguém sabe onde está essa verba”, adiantou.

De resto, José Eduardo Simões anunciou que a comissão de clubes da Liga Portuguesa vai requerer uma reunião com Miguel Relvas, Ministro de Estado e dos Assuntos Parlamentares. O tema: as apostas online.

“Temos uma preocupação muito grande em relação às apostas online. É um assunto que está a passar ao lado do Governo, dos clubes, ao lado de tudo menos das entidades e dos agentes que estão a ganhar com o futebol através das apostas ‘online'”, começa por dizer José Eduardo Simões.

“Nesse sentido, vamos endereçar um pedido de reunião com o ministro Miguel Relvas, para podermos tratar deste assunto, que muito nos preocupa. São impostos que deixam de ser cobrados pelo Estado português, são apoios que deixam de ser prestados ao futebol português e há, de facto, algumas pessoas e entidades que ganham à custa de tudo isto”, concluiu José Eduardo Simões.

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