Trezentos postos de combustível em risco põem em causa mais de 2.000 empregos, indica ANAREC
O reeleito presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC), Virgílio Constantino, defendeu que há 300 postos de abastecimento “com riscos sérios” de viabilidade, estando em causa mais de 2.000 postos de trabalho.
“Nos últimos dois anos, cerca de 250 postos fecharam e temos a indicação de mais 300 em risco, que empregam mais de 2.000 pessoas”, afirmou hoje à Lusa o presidente da ANAREC hoje reeleito, num sufrágio de lista única.
Em declarações à Lusa, Virgílio Constantino afirmou que vai tentar chegar “a uma plataforma de entendimento com as petrolíferas para a manutenção dos estabelecimentos e dos postos de trabalho”.
“Tendo em conta os problemas de sobrevivência com que a rede se confronta, decorrentes da redução das vendas (de combustível), vamos dialogar com os nossos parceiros de negócios — as petrolíferas –, e até mesmo com a tutela — ministério da Economia e das Finanças, da Administração Interna e com a Autoridade da Concorrência” — para tentar chegar a uma plataforma de entendimento, declarou.
O presidente da ANAREC criticou “as margens de revenda muito magras”, que são estabelecidas no início de cada ano, sendo os revendedores penalizados pelas sucessivas quedas nas vendas.
“Estamos convencidos que vamos encontrar um interlocutor capaz de compreender o nosso problema que são as petrolíferas”, acrescentou.
De acordo com os dados da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG), o consumo de combustíveis rodoviários caiu 6,6 por cento em dezembro, em relação ao período homólogo, sendo os últimos dados divulgados.
De acordo com o responsável, a situação é mais grave nos postos a cerca de 70 quilómetros da fronteira e, na malha urbana, os que estão próximos de hipermercados.




