Afeganistão inaugura primeiro cibercafé só para mulheres

Mulheres afegãs passam a ter a seu dispor um espaço conectado ao resto do mundo.

O Afeganistão abriu o primeiro espaço com internet só para mulheres no centro da capital, Cabul. O cibercafé tem como nome “Sahar Gul” em homenagem a uma jovem de 15 anos que foi torturada brutalmente no ano passado por rejeitar tornar-se prostituta.

Em declarações à Reuters, a criadora do espaço e activista do grupo “YoungWomen4Change” (Jovens Mulheres Para a Mudança), Aglima Moradi, esclarece que o espaço surgiu com o intuito de criar “um lugar seguro para as mulheres usarem a internet” sem qualquer perseguição verbal ou sexual e sem olhares indesejados dos seus compatriotas.

Na inauguração do espaço, a estudante Sana Seerat relembra a falta de atenção ao sexo feminino. “Nós nunca tivemos coisas só para mulheres, tudo no Afeganistão é apenas para os homens. Mas somos todos iguais”, defende.

“Tanto quanto me lembro, as mulheres afegãs não tem quaisquer direitos. A Sahar Gul foi uma mulher corajosa. A sua bravura e coragem é aquilo que queremos honrar aqui”, afirma Alizada, uma das clientes.

A directora do projecto, Zainab Paiman, aplaudiu a nova iniciativa, mas referiu que dividir os sexos pode levar a uma maior opressão sobre as mulheres afegãs. Paiman acrescenta que todos “devem trabalhar juntos contra o assédio vivido. Se fizermos as coisas separadamente, teremos de continuar assim no futuro”.

O valor de 75 cêntimos (1 dólar) dá direito a uma hora de utilização, um preço mais reduzido em relação aos restantes cibercafés afegãos.

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