DOURO: ON.2 afetou 160 milhões de euros para a região duriense
O Programa Operacional Regional do Norte (ON.2 – O Novo Norte) afetou à região do Douro 160 milhões de euros de fundos comunitários para a concretização de projetos turísticos, centros escolares ou recuperação de centros históricos.
O anúncio foi feito pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), Carlos Lage, no decorrer da apresentação, em Vila Real, de 25 projetos que vão potenciar o turismo no Douro.
O responsável salientou o conjunto de empreitadas que já estão decididas e que classificou como “muito importantes” para o Douro, como os centros escolares do primeiro ciclo do ensino básico e pré escolar que estão a ser construídos e que representam um investimento de 20 milhões de euros.
Destinados à reabilitação e regeneração dos centros históricos dos 19 municípios do Douro, o ON.2 afetou 45 milhões de euros.
Carlos Lage referiu ainda os 12 milhões de euros atribuídos à Douro Alliance, o eixo urbano que vai ligar as cidades de Vila Real, Peso da Régua e Lamego, e a construção do hospital de proximidade de Lamego, onde estão a ser investidos 20 milhões de euros de fundos comunitários.
Segundo o responsável, existe ainda a perspetiva de vir a ser aprovado um “projeto estruturante para o futuro da região”, que é o Parque de Ciência e Tecnologia, com pólos em Bragança e Vila Real, cujo investimento rondará os 10 a 15 milhões de euros.
“Isto somado por baixo representa os 160 milhões de euros de investimento no Douro”, sublinhou.
Os 25 projetos apresentados hoje preveem um investimento de 32 milhões de euros, com financiamento de 21 milhões de euros pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, e visam concretizar prioridades definidas no Plano de Desenvolvimento Turístico do Vale do Douro (PDTVD).
No total foram apresentadas ao programa 40 candidaturas para a componente infraestrutural.
Estas iniciativas, que têm que estar concluídas até 2013, abrangem áreas como a sinalização turística, o turismo fluvial, o património ambiental e o desenvolvimento rural e local, o património histórico-cultural e a qualificação dos recursos humanos, inovação e conhecimento em turismo.
“Trata-se de dois em um. Conseguir que um investimento como este tenha simultaneamente uma dimensão de promoção de turismo e de valorização e preservação cultural”, sublinhou Carlos Lage.
Todavia, o presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, mostrou-se “insatisfeito” com o conjunto de prioridades escolhidas, nomeadamente a escolha de projetos de grande dimensão e a concentração de financiamento para iniciativas da responsabilidade do Estado, nomeadamente da Direcção Regional da Cultura do Norte.
“Por outro lado, foi aqui pedida celeridade na concretização dos projetos quando decorreu um ano inteiro para selecionar 25 iniciativas. Não faz sentido”, sublinhou.
Nomeadamente para o seu concelho, Lamego, o autarca preferia ter visto aprovado o projeto para a construção do Museu Ibérico do Entrudo em vez de mais um cais, em Bagaúste, que considera que não vai acrescentar mais nada ao desenvolvimento turístico do Douro.
“Para mim este programa é uma desilusão. Bati-me tanto pelo PDTVD, que foi apresentado a 08 de maio de 2004 a bordo de uma embarcação com o doutor Durão Barroso e não esperava este desfecho. É uma oportunidade perdida para o Douro”, concluiu.




