FÁTIMA: Emoção na Capelinha das Aparições
O terço, na Capelinha das Aparições, presidido pelo Papa, e a procissão de velas, encerraram o segundo dia da visita de Bento XVI a Portugal.
Diante da Virgem, o Sumo Pontífice referiu-se ao “mar de luz” à volta desta “singela capelinha”, enquanto “no nosso tempo e em vastas zonas da Terra, a fé corre o risco de apagar-se como uma chama que já não recebe alimento”.
“Neste lugar, é impressionante observar como três crianças se renderam à força interior que as invadiu nas aparições do Anjo e da Mãe do Céu”, disse o Papa, perante as mais de 200 mil pessoas que o escutavam no recinto do Santuário.
No final do discurso, o terceiro do dia, Bento XVI disse: “Trago comigo as preocupações e as esperanças deste nosso tempo e as dores da Humanidade ferida, os problemas do mundo e venho colocá-los aos pés de Nossa Senhora de Fátima”.
À tarde, na Igreja da Santíssima Trindade, Bento XVI pediu aos sacerdotes obediência, pobreza e castidade e consagrou-os ao Coração Imaculado de Maria, pedido a protecção da Virgem contra as “tentações do maligno”.
A noite foi de emoções fortes, na Capelinha das Aparições, com o Papa a recitar o terço do Rosário em Latim, nos Mistérios Gloriosos, respondendo cada um na sua língua.
Mas a noite não dormiu, na Cova da Iria, com missas, laudes e via-sacra, durante toda a madrugada. Após a Procissão das Velas, com muitos fiéis de lágrimas nos olhos, o cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado do Vaticano, celebrou a Eucaristia, aludindo ao décimo aniversário da beatificação dos Pastorinhos Francisco e Jacinta, tema que será certamente central na homilia do Papa a 13 de Maio.




