Clima económico e confiança dos consumidores recuperam “ligeiramente” em março
Os indicadores de clima económico e de confiança dos consumidores portugueses “recuperaram ligeiramente” em março, contrariando a tendência negativa de há largos meses, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo o INE, o indicador de clima económico recuperou ligeiramente em março, “embora não se afastando de forma expressiva do mínimo da série registado no mês anterior, suspendendo o acentuado perfil descendente iniciado em outubro de 2010”.
No período, os indicadores de confiança da indústria transformadora e do comércio aumentaram, enquanto os indicadores da construção e obras públicas e dos serviços diminuíram.
Relativamente ao indicador de confiança dos consumidores, “recuperou nos últimos dois meses, contrariando o movimento negativo observado desde finais de 2009”.
De acordo com os dados do INE, o indicador de confiança da indústria transformadora aumentou em março, interrompendo a quebra iniciada em outubro de 2010, impulsionado pelas apreciações positivas relativas à evolução dos ‘stocks’ de produtos acabados e das perspetivas de produção.
Já as opiniões sobre a procura global contribuíram em sentido contrário.
Na mesma linha, o indicador de confiança do comércio aumentou nos últimos três meses, “progressivamente com maior intensidade, contrariando o acentuado perfil decrescente anterior”.
Em sentido oposto esteve o indicador de confiança da construção e obras públicas, que manteve a tendência negativa observada desde junho de 2008 e sofreu, mesmo, “um novo agravamento” ao nível das opiniões sobre a carteira de encomendas e perspetivas de emprego.
Quanto ao indicador de confiança dos serviços, diminuiu “de forma ténue” em março, após ter recuperado no mês anterior, “refletindo o contributo negativo das apreciações sobre a atividade da empresa, uma vez que as opiniões sobre a carteira de encomendas e as perspetivas de procura recuperaram ligeiramente”.
Relativamente ao indicador de confiança dos consumidores, o INE atribui o aumento registado em março ao “contributo positivo das perspetivas sobre a evolução da situação económica do país e da situação financeira do agregado familiar”.




