Primeiro-ministro holandês apresenta demissão
O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, apresentou à rainha a demissão do governo, depois do fracasso das negociações com a extrema-direita sobre o plano de cortes para reduzir o défice público a 3% em 2013.
“O primeiro-ministro apresentou, em 23 de abril de 2012, à rainha, a demissão de todos os ministros e secretários de Estado com efeitos imediatos”, informou o gabinete de imprensa do governo num comunicado.
“A rainha tomou em consideração o pedido de demissão e pediu aos ministros e secretários de Estado que continuem a fazer tudo o que considerem necessário no interesse do reino”, acrescentou.
A demissão surge depois do fracasso das negociações sobre a redução do défice público, no sábado passado. O líder da extrema-direita, Geert Wilders, abandonou as negociações, rompendo o acordo de apoio que desde outubro de 2010 ligava o seu Partido Para a Liberdade (PVV) ao governo minoritário.
As eleições legislativas antecipadas “parecem evidentes”, afirmou no sábado ao fim do dia o primeiro-ministro, que convocou para hoje de manhã um conselho de ministros extraordinário.
As eleições legislativas holandesas estavam previstas para maio de 2015.
As negociações entre o Partido Liberal (VVD) de Mark Rutte, os democratas-cristãos do CDA e o PVV de Wilders visavam realizar cortes que permitissem poupar 16 mil milhões de euros a incluir no orçamento do Estado de 2013 para que o país respeite as regras da zona euro em matéria de défice público.
Geert Wilders recusou aprovar medidas que, sustentou, fariam reduzir grandemente o poder de compra dos holandeses. O partido de Wilders, eurocético e islamófobo, apoiava o governo no parlamento, contribuindo para assegurar uma maioria de 76 dos 150 deputados.




