A4 Amarante/Vila Real em risco por falta de acordo entre Estado e Somague

“Não sei se as obras vão continuar”, foi a resposta do secretário de Estado das Obras Públicas ao impasse na construção do Túnel do Marão e da autoestrada associada, que prolongará a A4 até Vila Real.

Segundo o governante, os trabalhos na Concessão Túnel do Marão permanecem suspensos, a aguardar um acordo entre o Estado e a empresa concessionária, que exige 100 milhões de euros de indemnização pelas paragens anteriores. Há também divergências sobre o risco de tráfego.

“Não existe acordo entre o Estado e a concessionária. Nesse sentido, os trabalhos no Túnel do Marão não avançam. É uma obra importante, mas o Estado tem de defender os seus interesses”, referiu Sérgio Monteiro no Parlamento.

É a terceira paragem forçada no Túnel do Marão, depois das suspensões motivadas por ações judiciais da empresa Água do Marão, no decurso dos primeiros meses de obra.
Se o Estado não chegar a acordo com o concessionário da obra, um consórcio liderado pela Somague, a abertura de um novo procedimento concursal atrasará a obra em mais cerca de um ano, além dos 15 a 20 meses ainda necessários para concluir a empreitada.

Segundo estimativas do setor das obras públicas, o volume de obra do túnel e autoestrada entre Amarante e Vila Real (a via entronca em Parada de Cunhos com a AutoEstrada Transmontana) situa-se entre 60 e 70 por cento.

A empreitada foi adjudicada em maio de 2008, por 350 milhões de euros, e as obras começaram cerca de um ano depois.

Segundo o calendário inicial, a abertura da ligação Amarante-Vila Real – cerca de 30 quilómetros, incluindo o túnel com 5,6 km – estava agendada para fevereiro deste ano.

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