Empresários cristãos apelam a que não se façam despedimentos
À margem do congresso da ACEGE que decorre na Universidade Católica em Lisboa, sob o tema “Amor Ao Próximo Como Critério de Gestão”, António Pinto Leite e Lobo Xavier debateram os números ascendentes do desemprego.
É um apelo renovado do presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE): é preciso que os empresários não façam despedimentos nestes tempos difíceis.
Perante a perspectiva de Portugal atingir os 16% de desempegados no próximo ano, António Pinto Leite, presidente da ACEGE, diz que é preciso fazer um esforço para travar este número e que os empresários podem ajudar nessa tarefa.
“Primeiro, nesta fase, na medida do possível, não despedir. Mais uns meses e Portugal muda de registo. Segundo, não há resposta para o desemprego e para a pobreza, que já vem de trás, se a economia portuguesa não for competitiva. Por isso é fundamental que as nossas empresas se adaptem ao futuro que ai vem, que o governo conclua rapidamente as reformas estruturais. E que aliviem a carga que está sobre o povo português”, conclui.
São preocupações partilhadas por Lobo Xavier. O advogado e membro da ACEGE diz que, por exemplo, a descida da TSU para os jovens pode ser uma forma de travar o desemprego, uma medida que está a ser estudado pelo Governo, e sublinha que este princípio deveria ser aplicado também aos desempregados de longa duração.
“Baixar os custos do emprego, em geral, é uma boa medida, especialmente para os jovens”, defende António Lobo Xavier “mas também para os desempregados de longa duração”.
Declarações feitas este sábado à margem do congresso da ACEGE que decorre na Universidade Católica em Lisboa, sob o tema “Amor Ao Próximo Como Critério de Gestão”.




