Segurança Social de Castelo Branco despede 176 trabalhadores

Autarca Joaquim Morão acusa o Estado de actuar como uma qualquer empresa privada.

As cartas de despedimento chegaram para 176 funcionários do “call-center” da Segurança Social de Castelo Branco.

O presidente da autarquia, Joaquim Morão recorda o investimento feito pelo município no projecto.

O autarca acusa o Estado de actuar como uma qualquer empresa privada e diz que a estratégia de desenvolvimento do concelho está profundamente afectada.

“O ‘call-center’ da Segurança Social foi uma aposta estratégica da Câmara de Castelo Branco, que construiu as instalações e as pôs à disposição da Segurança Social , que instalou ali um serviço de atendimento ao público e onde trabalham hoje cerca de 370 pessoas. Se põem em causa um serviço destes, é uma tragédia para Castelo Branco, para a sua estratégia de desenvolvimento e para as pessoas que trabalham lá”, afirma Joaquim Morão.

O presidente da Câmara de Castelo Branco apela ao bom-senso e espera que seja possível travar os despedimentos. Foi, entretanto, pedida uma audiência ao ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares.

A notícia do despedimento de 176 trabalhadores do “cal-center” de Castelo Branco foi conhecida esta sexta-feira, dia em que o Governo anunciou o agravamento do desemprego para os 15,5% este ano e 16% no próximo.

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