“Troika” pede mais flexibilidade laboral para acabar com desemprego
Portugal está a “portar-se bem”, mas a elevada taxa de desemprego não agrada aos credores.
A “troika” considera que o Governo português está a aplicar as reformas conforme o previsto e que o processo de ajustamento externo da economia está a ser mais rápido do que se esperava. Mas a elevada taxa de desemprego, que deverá continuar a aumentar, representa uma preocupação premente, para a qual são pedidas medidas urgentes.
Num comunicado conjunto, a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), resumem a avaliação globalmente positiva da quarta missão de avaliação do programa de ajustamento e dão luz verde ao desembolso da nova tranche de ajuda, de 4,1 mil milhões de euros, cujo pagamento poderá ocorrer em Julho.
Um dos pontos em destaque é a evolução do desemprego. A “troika” considera que se trata de uma situação temporária, explicada pelo processo em curso de transição para uma economia mais direccionada para as exportações.
Mas os credores de Portugal justificam que a subida foi exacerbada pela já antiga rigidez do mercado laboral português.
Por isso, dizem que são urgentes mais medidas para melhorar o funcionamento do mercado laboral, que devem incluir reformas que permitam às empresas maior flexibilidade para ajustarem os custos do trabalho e a produtividade.
Neste contexto, a “troika” regista como positiva a disponibilidade do Governo de equacionar uma redução da taxa social única (TSU) para segmentos específicos da força de trabalho no Orçamento de 2013.




