Nove mil militares continuam sem receber complementos de pensões de Maio
Presidente da Associação Nacional de Sargentos diz que a gestão interna das Forças Armadas está refém das decisões de Vítor Gaspar.
Nove mil militares continuam sem receber os complementos das pensões de reforma relativos ao mês de Maio, apesar da garantia dada em contrário pelo Ministério da Defesa.
A situação está a gerar descontentamento nas Forças Armadas e é mais uma queixa que se junta a muitas outras. Para dia 20 deste mês, está já marcado um protesto frente ao Ministério das Finanças.
O presidente da Associação Nacional de Sargentos, Lima Coelho, justifica a decisão com a dependência das Forças Armadas em relação ao ministério de Vitor Gaspar: “Hoje, não há nada que se faça sem que o senhor ministro das Finanças dê o seu aval, mesmo no que concerne à administração e gestão interna das Forças Armadas, como, por exemplo, as próprias promoções”.
As queixas são muitas e ganham força numa altura em que os militares já começaram a receber os boletins de vencimento, com a suspensão do subsídio de férias. Lima Coelho fala em cortes de mais de 50% nos ordenados: “Os orçamentos familiares, que foram ao longo dos anos preparados e assumidos para 14 meses e 14 vencimentos, estão, neste momento, reduzidos a menos de 12. Não só pela supressão do subsídio de Natal e de Férias, como pela redução entre 3,5% e 10% nos vários vencimentos”, explica.
O protesto marcado para dia 20 deste mês é organizado pela Associação Nacional de Sargentos e Associação de Praças, que esperam reunir milhares de militares frente ao Ministério das Finanças.




