Nova Democracia defende “Governo de unidade” na Grécia
Os últimos números apontam para 128 lugares para o partido de centro-direita e 33 para os socialistas, o que dá maioria absoluta se se coligarem. No entanto, o Pasok exige presença de Syrisa no Governo.
O líder da Nova Democracia, Antonis Samaras, apela à formação de um “governo de unidade” pró-europeu numa altura em que o seu partido de centro-direita lidera a votação nas legislativas. Samaras garantiu ainda que o partido vai cumprir os compromissos assumidos com o Euro e a União Europeia.
“Apelamos a todas as forças políticas que partilhem o objectivo de manter o país no euro (…) para participarem num governo de união”, disse Samaras [na foto] nas primeiras declarações aos jornalistas. “O país não tem um minuto a perder”, acrescentou.
Por sua vez, o líder do Pasok, (socialistas), Evangelos Venizelos, já propôs uma “grande coligação” que integre a Nova Democracia, a coligação de extrema-esquerda Syriza e os moderados da Esquerda Democrática (Dimar).
“Se queremos uma Grécia que permaneça no euro, amanhã deve haver um governo”, disse Venizelos, ex-ministro das Finanças, que sublinhou a “missão nacional” dos partidos para tentar recuperar a economia grega.
Os últimos dados oficiais dão à Nova Democracia, de Samaras, entre 29,5 e 30%, e 128 lugares no Parlamento. A coligação Syriza, de Alexis Tsipras, deve ter 27,1% e 72 deputados. Já o Pasok, de Evangelos Venizelos, obterá 12,3% e 33 deputados.
Para formar um Governo maioritário uma coligação necessita de assegurar um mínimo de 151 lugares no Parlamento. Assim sendo, se Nova Democracia e Pasok se coligarem há maioria absoluta.




