Há mesmo ouro no Alentejo

É viável a prospecção em Boa-Fé, no concelho de Évora, confirmam os canadianos interessados, baseando-se numa empresa independente.

A empresa canadiana Colt Resources, que desenvolve prospeções de ouro no Alentejo, indicou esta terça-feira que uma estimativa independente aponta para concentrações de ouro na ordem das 1,57 gramas por tonelada na zona de Boa-Fé, em Évora.Segundo a empresa canadiana, estes dados fazem parte da estimativa inicial de recursos, feita pela empresa independente SRK Consulting, para os depósitos da Chaminé e de Casas Novas, inseridos no projeto de prospeção de ouro na Boa-Fé, concelho de Évora.Nestes dois depósitos, a SRK estimou que os recursos minerais (toda a jazida, incluindo a terra, rocha ou outros componentes) rondem os 4,23 milhões de toneladas, sendo a concentração de ouro indicada em 1,57 gramas por tonelada.A Colt Resources, no mesmo comunicado enviado à Lusa, refere ainda que os dados desta empresa independente indicam que, em “209 mil toneladas” adicionais, a concentração de ouro estimada pode ser superior, atingindo as 2,36 gramas por tonelada.Tendo em atenção estes indicadores, a empresa refere que as zonas com concentrações de ouro inferiores a 0,40 é que não devem ser exploradas.”Estamos muito satisfeitos com esta estimativa inicial, que reflecte o trabalho realizado nos dois primeiros alvos [de prospeção] em que concentrámos os nossos esforços”, afirma, no comunicado, presidente da Colt Resources, Nikolas Perrault.Áreas previamente exploradas
A estratégia inicial da empresa, desde que arrancou a prospeção no terreno, em “finais de Novembro” do ano passado, tem incidido em “áreas previamente exploradas”, nas quais a existência de ouro já tinha sido identificada.”Durante este curto período de tempo, temo-nos concentrado em aprofundar o conhecimento sobre os mecanismos de mineralização” na zona da Boa-Fé, acrescenta Nikolas Perrault.Além disso, a empresa reuniu “uma forte equipa de profissionais”, que inclui geólogos e engenheiros de minas, e implementou “os sistemas necessários para, de forma eficiente, explorar e definir os recursos” ao longo da faixa de mineralização, cuja extensão se estima ter 30 quilómetros.A Colt Resources, através de uma “joint-venture” com a Iberian Resources, assinou com o Governo português, em Novembro de 2011, um acordo para a concessão experimental de ouro nas freguesias de Santiago do Escoural (Montemor-o-Novo) e de Nossa Senhora da Boa-Fé (Évora).O acordo prevê um investimento de três milhões de euros, durante três anos, tendo a empresa também já divulgado que admite que a extração industrial de ouro no Alentejo possa vir a começar em 2014.
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