Novo mapa administrativo do concelho de Vila Real aprovado com maioria
O novo mapa territorial autárquico do concelho de Vila Real, que passará de 30 para 20 freguesias, ficou definido na última Assembleia Municipal, de carácter extraordinário.
O documento foi aprovado por maioria, com 33 votos favoráveis, apesar da contestação de alguns autarcas, deputados e até populares.
O documento motivou 24 votos contra (maioria PS, CDU, BE, CDS, Lamares, Lamas de Olo, Constantim e Vila Cova, do PSD), três abstenções (Mateus, Abaças e Torgueda) e 33 votos a favor (maioria PSD, Guiães e Vila Marim, do PS), que acabaria por ditar a aprovação por mais de 50% dos votos. Note-se, ainda, a ausência do Presidente da Junta de Freguesia de Adoufe, e Carlindo Pitrez.
As novas freguesias serão: Guiães, União das Freguesias da Pena, Quintã e Vila Cova, União das Freguesias de Nogueira e Ermida, Abaças, Mondrões, Arroios, União das Freguesias de S. Tomé do Castelo e Justes, Campeã, Torgueda, Andrães, Vila Marim, União das Freguesias de Constantim e Vale Nogueiras, Parada de Cunhos, Folhadela, União das Freguesias de Borbela e Lamas de Olo, União das Freguesias de Adoufe e Vilarinho da Samardã, Lordelo, Mateus, União das Freguesias de Mouçós e Lamares e União das Freguesias de Vila Real (Nª Sª da Conceição, S. Pedro e S. Dinis).
“Resultado não surpreende”
Rodrigo Sá, deputado da Assembleia Municipal (AM) pelo Partido PS, não ficou surpreendido e afirmou que já sabia a orientação de quase todos os deputados do PSD, presidentes de Juntas de Freguesias. O socialista considera que esta lei “é injusta e incompleta”, mas defende que o seu partido “fez o que devia”, apontando alternativas, nomeadamente no apelo à participação da população. “Criar um modelo sobre esta lei era prestar um mau serviço ao concelho. Infelizmente, a decisão estava tomada e a população pagará por essa decisão”, disse. O deputado receia que o novo mapa não tenha acolhimento por parte da unidade técnica da Assembleia da república, que a vai avaliar, correndo o risco do mesmo regressar à AM para nova discussão.
“Proposta dá cumprimento à lei”
O presidente da autarquia, Manuel Martins, reconhece que não foi fácil proceder a esta fusão de algumas freguesias e lamenta não ter outras alternativas. “Esta proposta dá cumprimento à lei e não podíamos esperar coisa melhor se esta não fosse aprovada aqui”, disse.
Manuel Martins diz concordar com a transformação das três freguesias da cidade numa só, uma medida que vai permitir reduzir cargos administrativos e que não vai diminuir o poder democrático na cidade, uma vez que os cidadãos terão a “câmara à porta”.




