Paz no Médio Oriente só com Estado judeu reconhecido e Palestina desmilitarizada
O reconhecimento de Israel como Estado judeu e a desmilitarização de um futuro Estado palestiniano são “os dois elementos críticos” para conseguir a paz, afirma o primeiro ministro israelita, em entrevista ao Le Figaro.
Benjamin Netanyahu afirma ao diário francês, em entrevista a sair na edição de quinta feira, que “há dois elementos críticos para chegar à paz e persuadir os israelitas a fazerem concessões significativas para a obter”.
O primeiro destes elementos “é que um parceiro palestiniano aceite o reconhecimento do Estado judeu (…), o que significa o fim das reivindicações posteriores e que a questão dos refugiados palestinianos seja resolvida fora das fronteiras de Israel”.
“O segundo é que o Estado palestiniano seja desmilitarizado”, acrescentou Netanyahu, que estará em Paris na quinta feira, por ocasião da adesão de Israel à Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE).
Interrogado sobre o lugar que deseja ocupar na história de Israel, Netanyahu respondeu que “o primeiro ministro de Israel tem por missão primordial assegurar a sobrevivência do Estado judeu, porque a história não dará uma segunda hipótese aos judeus”.
“A sua segunda responsabilidade é conseguir uma paz realista (…) e isso deve traduzir-se por garantias robustas de segurança”, acrescentou.
Netanyahu manifestou-se satisfeito pela entrada oficial de Israel na OCDE, o que considerou benéfico para toda a região.
“Um dos desafios atuais é desenvolver a situação económica dos palestinianos e a dos nossos vizinhos. A cooperação entre Israel, os palestinianos, a Jordânia e o Egipto – e, quem sabe, talvez um dia a Síria e o Líbano – poderia contribuir para a melhoria da condição de todos. Isto não se substitui à paz política, mas poderia ajudá-la em muito”, adiantou Netanyahu.




