Passos Coelho não receia que escutas «venham ao conhecimento público»

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho reagiu com perplexidade à quebra do segredo de justiça, mas diz estar consciente das suas conversas ao telefone e afirma não recear que o conteúdo das noticiadas escutas venha ao conhecimento público.

Comentando as notícias de que terá sido apanhado numa escuta fortuita no caso Monte Branco, Passos Coelho afirmou que leu o artigo do semanário Expresso “com muita perplexidade” e considera ter havido uma quebra do segredo de justiça. “É preciso saber o que se passou para essa ilegalidade ter acontecido, quem é responsável por esse segredo de justiça ter sido quebrado», comentou no sábado à saída do Conselho Nacional do PSD, em Lisboa.

Assim, ontem, o primeiro-ministro disse estar “muito consciente” das suas conversas ao telefone e privadas e garantiu “não ter nenhum receio de que venham ao conhecimento público”. “Se a notícia tem fundamento, qualquer que seja a conversa tenho todo o prazer que essas escutas sejam tornadas públicas”, acrescentou citado hoje no Diário de Notícias.

De acordo com o Correio da Manhã deste domingo, as referidas pressões vieram de um banqueiro (alegadamente o presidente do BESI) quanto ao aconselhamento sobre um processo de privatização (alegadamente da EDP). Segundo o matutino, Passos Coelho teve – com José Maria Ricciardi – uma conversa banal e “irrelevante” do ponto de vista penal.

Share

Comentários fechados

Galeria de Fotos

Cidade de Lamego
Iniciar sessão | 2015 Programado por Rádio Clube de Lamego

Prevenção de Spam por Akismet