O ouro que não pode ser vendido, mas que pode ser usado
Em causa estão mais de 382 toneladas, o total depositado nos cofres do Banco de Portugal, liderado por Carlos Costa.
O recurso às reservas de ouro como garantia de empréstimo é uma decisão política. O Governo não precisa da autorização das autoridades monetárias para utilizar as reservas de ouro como colaterais.
Em causa estão mais de 382 toneladas, o total de ouro depositado a esta data nos cofres do Banco de Portugal, que valem quase 18 mil milhões de euros a preços desta quarta-feira.
O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, foi questionado esta quarta-feira de manhã no Parlamento sobre esta possibilidade e prometeu “olhar” para o assunto.
Fonte próxima do processo lembra que o acordo que existe entre bancos centrais apenas condiciona a venda do ouro, não o seu uso enquanto activo.
Para o empréstimo internacional de 78 mil milhões de euros, Portugal não teve que apresentar qualquer garantia real. No entanto, pode usar este activo para empréstimos junto de outros credores, como a emissão de dívida.




