Transformação de castanha cria 50 empregos

Abre na próxima segunda-feira a fábrica de transformação de castanha Cacovin, em Vinhais. A empresa foi adquirida por um grupo francês ligado à comercialização de castanha transformada e inicia esta campanha com uma nova configuração.

Este projecto vai criar cerca de 50 postos de trabalho directos no concelho de Vinhais durante a campanha de recolha e transformação da castanha, que deverá prolongar-se entre Outubro e Março.

No entanto, o objectivo da empresa é laborar durante todo o ano. “Numa segunda fase vamos também trabalhar outros frutos, mas isso só depois de o projecto estar verdadeiramente consolidado. Nesta primeira fase será só castanha”, afirma o novo administrador da Cacovin, Nuno Branco.

De recordar que, no ano passado, a autarquia de Vinhais, a Cooperativa de Agricultores, a Arbórea, a Associação Nacional de Criadores de Suínos de Raça Bisara e a Organização dos Produtores Pecuários do Concelho de Vinhais decidiram vender a Cacovin Agro-indústria.

Para o presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Américo Pereira, este foi um bom negócio. “Foi uma aposta oportunamente acertada. Nós tivemos aquilo a funcionar dois ou três anos, sempre aos solavancos e em boa hora resolvemos colocá-la à venda. Hoje já não seria possível, tendo em conta a situação económica e financeira com que se debate o País e as empresas”, enaltece o edil.

Exportações para todo o mundo

A dimensão do projecto é um impulso para a economia do concelho e, até, da região. “Numa altura em que fecham fábricas por todo o País, abrir uma fábrica em Vinhais que recruta 50 pessoas de uma só vez é quase um milagre”, enfatiza Américo Pereira.

O administrador da Cacovin garante que a fábrica tem capacidade para transformar a castanha produzida não só na região, mas em todo o País.
“Esta empresa está inserida num grupo francês, que já é um grande comprador de castanha congelada na região. A castanha nunca teve problemas de escoamento e também não os tem hoje. Os agricultores têm mais uma alternativa em termos de escoamento do produto”, acrescenta Nuno Branco.

A fábrica vai ter uma unidade de preparação e selecção de castanha para consumo em fresco e depois terá outra divisão que será uma unidade para pelar castanha e produção de puré. “Em Vinhais vamos fazer uma primeira transformação e depois o produto será enviado para duas unidades que temos no Norte de França, onde fazemos a segunda transformação”, explica o administrador da Cacovin.

A castanha transformada em Vinhais vai ser exportada na totalidade para os mercados mundiais.

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