Empresários dos transportes decidem novas formas de luta

A Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP) reúne-se hoje em Pombal para discutir novas formas de luta contra o Governo, que acusa de falta de sensibilidade política para responder às pretensões dos empresários.

“Estou convencido, infelizmente, de que vai haver novas formas de luta por falta de resposta e sensibilidade política do Governo para atender às nossas reivindicações”, disse à Agência Lusa o presidente da assembleia geral da ANTP, António Lóios.

Os associados da ANTP reivindicam do Governo a aplicação da diretiva comunitária que permite a redução de oito cêntimos no litro do gasóleo e a alteração da lei das contraordenações.

Exigem, ainda, a não introdução de portagens nas autoestradas sem custos para o utilizador (SCUT), a redução em 13 por cento do custo das autoestradas para os transportes públicos de mercadorias pesadas e a alteração do Código do Trabalho.

António Lóios afirmou que no encontro de Pombal está nas mãos dos transportadores ratificar ou não a paralisação decidida a 24 de abril em Rio Maior, que acabou por ser suspensa na sequência da abertura do Governo para o diálogo.

No entanto, o dirigente considera que a postura da tutela tem sido a de “ganhar tempo” em matéria negocial.

“Ao secretário de Estado entregámos um caderno reivindicativo, mas hoje estamos sem qualquer resposta”, declarou o dirigente da ANTP, associação com cerca de mil associados criada após o bloqueio no verão de 2008.

Recusando condicionar qualquer decisão que os transportadores venham a tomar no encontro de Pombal, António Lóios salientou que “devem ser os empresários a tomar uma decisão, a assumir o que desejam fazer tendo em linha de conta a situação do país e o sentido de Estado”.

“O país está numa situação que leva as pessoas ao desespero e não é só por falta de dinheiro, mas também por falta de vontade e de sensibilidade para a resolução dos problemas”, referiu, revelando temer o encerramento de empresas do sector face à inexistência de resposta ao caderno reivindicativo.

Questionado se a ANTP gostaria de ter a seu lado a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias na eventualidade de serem decididas novas formas de luta, o dirigente reconheceu que seria “mais útil e mais eficaz e teria até outro impacto junto do Governo”.

O encontro em Pombal começa às 15h00 no centro de exposições e a ANTP espera juntar cerca de 300 empresários.

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