FMI já está em Portugal a preparar reforma do Estado, revela Marques Mendes
O Governo está a preparar a reforma do Estado anunciada na passada semana pelo primeiro com a ajuda de técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) que já estão em Portugal e já estiveram reunidos com membros do Executivo nos ministérios da Administração Interna e Defesa, revelou quarta-feira Marques Mendes, no seu comentário no programa Política Mesmo, na TVI24.
A reforma vai passar por várias concessões a privados, acrescentou o ex-presidente do PSD, dando como exemplos as florestas, centros de saúde e os transportes públicos, pela mobilidade especial da função pública e com o agravamento dos pagamentos na saúde e na educação.
A reforma do Estado vai implicar cortes num total de 4 mil milhões de euros: 500 milhões na defesa, justiça e segurança e 3.500 mil milhões na segurança social, saúde e educação, adiantou.
Marques Mendes afirmou também que o estudo da reforma que está já a ser feito será aprovado em 2013 e aplicado em 201. Em Novembro (data da 6ª avaliação) o Governo apontará à troika os princípios essenciais das reformas a fazer e em Fevereiro de 2013 (7ª avaliação) o Executivo de Passos Coelho apresentará o conjunto de medidas a adoptar.
No entanto, o social-democrata considerou que esta reforma chega com um ano de atraso. «O Governo andou a dormir na forma. (…) Se tivesse sido estudada em 2012, aplicava-se em 2013 e evitava-se o assalto fiscal que aí está», acusou.
O antigo presidente do PSD acrescentou que, há um ano, o Governo tinha um enorme estado de graça e autoridade eque hoje tem uma imagem já «bastante degradada» e a autoridade já não é a mesma.
«Mas antes tarde que nunca». «Sem esta reforma o País não é nem competitivo nem sustentável», frisou.




