Banco Mundial perdoa dívida de 36 milhões de dólares ao Haiti para ajudar reconstrução
O Banco Mundial anunciou hoje o perdão da dívida de 36 milhões de dólares (29,26 milhões de euros) do Haiti, no âmbito das ajudas à reconstrução do país, que em janeiro foi devastado por um violento terramoto.
O perdão da dívida foi possível graças às contribuições que países europeus como Espanha, França ou a Alemanha, assim como o Japão, entre outras nações, fizeram chegar ao fundo de assistência aos países pobres do Banco Mundial.
“Perdoar a dívida em falta do Haiti faz parte do nosso esforço para fazer os possíveis para ajudar à reconstrução” do país, afirmou o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, em comunicado.
Em 2009, o Banco Mundial já tinha perdoado a maior parte da dívida do pequeno país das caraíbas, após os organismos multilaterais e outros doadores terem perdoado obrigações no valor de 1,2 mil milhões de dólares.
Em março, no âmbito de uma conferência das Nações Unidas, a comunidade internacional doou 5,5 mil milhões de dólares para a reconstrução do Haiti nos próximos seis anos.
A contribuição do Banco Mundial será de 479 milhões de dólares, montante que já inclui o perdão dos 36 milhões de dólares de dívida.
O Banco Mundial, que é também responsável pela gestão fiscal do Fundo de Reconstrução do Haiti anunciou que o Brasil foi o primeiro país a contribuir para a iniciativa, criada em março durante realização da Conferência Internacional de Doadores para o país, em Nova Iorque.
De acordo com a imprensa brasileira, a ajuda para o Fundo, no valor total de 55 milhões de dólares, foi formalizada em meados de maio.
O objetivo do fundo é reunir contribuições de diferentes doadores e fornecer recursos ao Plano de Acção para a Recuperação e o Desenvolvimento do Haiti, apresentado pelo governo haitiano após o violento sismo que destruiu o país e deixou mais de 200 mil mortos.




