(In)eficácia conduz Sporting à derrota na estreia de Vercauteren

Embora com um novo treinador no banco de suplentes, o Sporting somou, este domingo, no Estádio do Bonfim, a sétima derrota na presente temporada. Os leões perderam, no jogo de estreia do técnico belga Franky Vercauteren, com o Vitória de Setúbal, por 1-2, em partida da 8.ª jornada da Liga ZON Sagres. No entanto, numa derrota explicada por alguma falta de sorte… e eficácia, os de Alvalade até fizeram um jogo mais conseguido do que em compromissos anteriores…

Depois de ter garantido, na conferência de imprensa de antevisão da partida, não pretender promover quaisquer revoluções na equipa, mas antes aproveitar o que de bom os seus antecessores fizeram, o novo treinador do Sporting cumpriu a “promessa” e apresentou-se em Setúbal praticamente sem surpresas… à excepção da chamada à titularidade do marroquino Labyad.

De resto e além do marroquino, novidades, embora estas já esperadas, eram as entradas de Cédric e Xandão para o centro da defesa leonina, fruto das lesões de Carriço e Boulahrouz, os habituais titulares.

A mesma “política” era, aliás, adoptada por José Mota no Vitória de Setúbal, que, frente aos leões, apresentava o “onze” já esperado, com apenas uma novidade: a troca do central Jorge Luiz, a cumprir castigo federativo depois de ter dado uma cabeçada num adversário, na jornada anterior, pelo colega Ricardo Silva.

Com os dois opositores a partirem para o jogo com um percurso muito semelhante, nomeadamente, o facto de apenas terem vencido um jogo neste início da temporada, os primeiros 10 minutos acabaram revelando algum equilíbrio. Que começou a desfazer-se aos 12 minutos, quando, após fugir pela esquerda, Izmailov entrou na pequena área adversária e centrou atrasado e rasteiro… para Ney aliviar.

No entanto, o aviso de os leões começavam a acordar estava feito e, no minuto seguinte, era Jeffren que aproveitava um passe de Ínsua, para, em plena área do Vitória, rematar ligeiramente ao lado do poste esquerdo de Kieszek.

Com o Sporting a revelar mais ofensivo perante um adversário a jogar mais recuado, aos 19 m, Labyad que, lançado em profundidade e na diagonal por um excelente passe de Schaars, surgiu rápido na cara do guarda-redes do Vitória, para rematar de pronto… ao lado, naquela que era melhor oportunidade até ao momento.

Mas se o Sporting revelava problemas na finalização, o Vitória rapidamente se encarregou de mostrar como se faz, ao aproveitar um roubo de bola no meio campo para, com alguma Sorte à mistura, fazer o 1-0: rápido a fugir até à grande área sportinguista, Ney flectiu para o centro e colocou o esférico para a entrada de Pedro Santos, que, apesar de descaído sobre a esquerda e marcado por Rojo, rematou forte, com a bola a bater no pé do argentino e a descrever um arco caprichoso por cima do guarda-redes do Sporting, anichando-se em seguida nas redes leoninas.

Contra aquilo que parecia ser a tendência do jogo, a equipa da casa marcava e acentuava ainda mais a pressão sobre a formação sportinguista, a qual, apesar do esforço, parecia perseguida pelo azar.

Ainda assim e procurando afastar mais fantasmas, os jogadores leoninos procuraram responder de imediato ao golo sofrido e, aos 31 minutos, era Ínsua que, em posição frontal, colocava, com um excelente pontapé, o guarda-redes Kieszek à prova. Gesto que, de resto, voltaria a repetir aos 40 minutos… mais uma vez para defesa do guarda-redes vitoriano.

Porém, confirmando que também no futebol é possível haver justiça, aos 43 minutos, o Sporting acabaria mesmo por marcar – mais uma vez o espanhol Jeffren, primeiro a atirar à trave, no lance anterior, e depois, logo a seguir, lançado em profundidade por um passe de Schaars, a marcar rasteiro, à saída de Kieszek a seus pés. Era o 1-1 no Bonfim, numa altura em que os leões já faziam por merecer um golo.

Sem alterações nos onzes para o segundo tempo, Sporting e Vitória de Setúbal regressaram ao relvado do Bonfim para uma sucessão de faltas que resultariam em cartões amarelos para Van Wolfswinkel nos leões e Ricardo Silva nos vitorianos. Atitudes desnecessárias que o argentino Ínsua procuraria fazer esquecer, com um remate fantástico aos 53 minutos que Kieszek só conseguiria desviar para trave.

Aos 55 minutos, era novamente Pedro Santos a mostrar que o Vitória de Setúbal continuava em jogo, ao desferir, sobre a linha de grande área, um remate não menos perigoso… mas por cima.

No entanto, numa altura em que os jogadores de ambas as equipas pareciam mais interessados em cometer faltas do que a jogar, um erro de marcação dos centrais do Sporting acabaria por resultar em novo golo para a formação anfitriã, e por um jogador que parece já habituado a marcar aos leões: Meyong.

No meio-campo, Cristiano coloca o esférico em profundidade, para a corrida de Meyong, com o avançado a surgir na cara de Rui Patrício e, à saída do guarda-redes do Sporting, a colocar o esférico por baixo do corpo deste. Era o 2-1 para os sadinos, na sequência de um lance que prometia o regresso do futebol em detrimento das quezílias… mas não!

Aos 75 minutos, o árbitro Paulo Baptista era forçado a expulsar o central do Vitória Miguel Lourenço, após uma entrada arrepiante sobre Van Wolfswinkel, levando a equipa da casa a cumprir os últimso 15 minutos com apenas 10 elementos.

Pouco depois, a equipa técnica liderada por José Mota, esta noite na bancada devido à expulsão frente ao Vitória de Guimarães, trocava o marcador do primeiro golo, Pedro Santos, por um central, Amoreirinha, e, apesar dos esforços dos jogadores do Sporting, com Jeffren (o melhor jogador do Sporting, esta noite, no Bonfim) a dispor inclusivamente de nova oportunidade (81 m), defendida por Kieszek, não mais o marcador voltaria a funcionar.

Terminados os 90 minutos, o Sporting podia queixar-se de alguma falta de sorte… e de ineficácia na concretização, isto num desafio em que os leões até realizaram uma exibição bem melhor do que nas partidas anteriores. Só que o Vitória soube contrapor à maior posse de bola do adversário uma maior capacidade de concretização.

Com esta derrota, a formação de Alvalade soma não só a sétima derrota seguida, como passa a estar a 13 pontos do primeiro lugar, a 10 do Sporting de Braga… e apenas a um da zona de despromoção.

FICHA DE JOGO:

Estádio: Estádio do Bonfim, em Setúbal

Árbitro: Paulo Baptista, da AF Portalegre

VITÓRIA DE SETÚBAL
Kieszek, Pedro Queirós, Ricardo Silva, Miguel Lourenço, Nélson Pedroso, Ney, Bruno Amaro, Paulo Tavares, Pedro Santos, Meyong, Cristiano

Treinador: José Mota

SPORTING CP
Rui Patrício, Cédric, Xandão, Rojo, Insúa, Rinaudo, Izmailov, Schaars, Jeffrén, Wolfswinkel, Labyad

Treinador: Franky Vercauteren

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