Passos Coelho vai reformar o Estado com ou sem o PS
“Não podemos fazer de conta que o problema não existe”, afirma o chefe do Governo.
A reforma do Estado vai avançar com ou sem o envolvimento do Partido Socialista, garantiu esta quarta-feira o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.O chefe do Governo, que falava à margem de uma cerimónia na Academia Militar, na Amadora, disse que vai aproveitar a disponibilidade do PS para o debate público sobre esta matéria.“O Partido Socialista não quer comprometer-se com esse exercício, quer dizer: está disponível para participar de forma pública num debate sobre a reforma do Estado e nós não deixaremos de utilizar todas as formas públicas para fazer esse debate”, afirmou Passos Coelho.O primeiro-ministro lamenta que o PS não se queira comprometer com o exercício de cortar, de forma permanente, 4 mil milhões de euros na despesa do Estado. “Evidentemente, não deixaremos como Governo de tomar essa responsabilidade, porque nós não podemos fazer de conta que o problema não existe e temos, em Fevereiro do próximo ano, de discriminar essas medidas”, sublinhou Passos Coelho.O secretário-geral do PS, António José Seguro, afirmou esta semana que está aberto a uma reforma do Estado Social, mas acusou o Governo de pretender triturá-lo e de não ter mandato para cortar 4 mil milhões de euros na Saúde, Educação e Segurança Social.




