Idosos vão ter acesso a medicamentos gratuitos a partir de Dezembro
Vai competir às misericórdias identificar os utentes que vão beneficiar do Banco de Medicamentos. Os fármacos estão a seis meses ou mais do fim do prazo de validade.
O Banco de Medicamentos para apoiar os idosos mais desfavorecidos arranca a 1 de Dezembro. A partir dessa data, já deverá estar operacional a plataforma informática que regista os remédios doados pela indústria farmacêutica e depois canalizados para os utentes apoiados pelas misericórdias.
Vai competir às misericórdias identificar os idosos que vão receber os medicamentos gratuitos. “As misericórdias sabem quem são os utentes que precisam e os que não precisam”, defende Manuel de Lemos.
O presidente da União das Misericórdias acrescenta ainda que “nas terras pequenas e médias sabemos de tudo sobre as pessoas e as elas contam-nos tudo, por isso, sabemos bem quem tem precisão destes medicamentos”.
Os utentes são identificados pelas misericórdias, que pedem ao Infarmed os remédios que necessitam. A autoridade nacional para o medicamento criou uma plataforma informática onde vão constar os remédios doados pelos laboratórios e que verifica se os pedidos podem ser satisfeitos.
“Com a supervisão das misericórdias e com a nossa, fazemos o encaixe daquilo que é preciso e aquilo que têm para entregar. Depois as próprias empresas fazem chegar às instituições”, sublinha Eurico Castro Alves. O presidente do Infarmed garante ainda que “são medicamentos perfeitamente legalizados em termos de uso, que estão seis meses ou mais do fim do prazo de validade”.
Eurico Castro Alves acredita que a maioria dos laboratórios vai contribuir doando medicamentos que já não iriam a tempo de entrar no circuito comercial.
O protocolo foi esta sexta-feira assinado no Ministério da Solidariedade e da Segurança Social. Uma parceria entre o Estado, o sector privado e o sector social que, para o ministro Pedro Mota Soares, mostra que o país está a mudar. “Portugal reinventa-se todos os dias e reinventando-se vai ser capaz de dobrar as tormentas e de superar as adversidades”, disse o ministro, assegurando que o Banco de Medicamentos tem custo zero para o Estado.




