Países sob ajuda cortaram despesas com saúde. Portugal é excepção

Irlanda, Espanha e Grécia desinvestiram no sector. Portugal aumentou as despesas em um ponto percentual.

Pela primeira vez desde há décadas, a Europa está a gastar menos em saúde. Os países mais afectados pela crise foram os que mais cortaram em 2010, mas Portugal é excepção.

Na Irlanda, o desinvestimento foi de 8%, na Grécia de 6,7% e em Espanha de quase 1% do PIB. Portugal aumentou as despesas em um ponto percentual, um ano antes de recorrer à ajuda financeira dos parceiros europeus e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Os dados constam de um relatório conjunto da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e da Comissão Europeia, divulgado esta sexta-feira em Bruxelas.

Nos países bálticos foram igualmente registadas quebras significativas e, entre os países analisados fora da União Europeia, é na Islândia que ocorre a maior quebra – um dos primeiros países europeus a ser afectado pela crise financeira e que praticamente ficou na bancarrota.

Estes dados contrastam com o nível das despesas de saúde ao longo da primeira década do século XXI, que aumentaram em média em 4,6% do PIB. No entanto, se em 2010 ainda regista um crescimento do orçamento da saúde, ao longo dos dez anos anteriores Portugal foi onde este investimento menos aumentou, com uma média de 1,8% do PIB, apenas à frente da Itália.

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