Portas propõe redução de empresas públicas e admite fim dos governos civis

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, disse hoje que vai apresentar um Orçamento do Estado “alternativo” para 2011 com propostas para reduzir a despesa pública, como a “extinção significativa” de empresas municipais e a redução dos gestores públicos.

“Apresentaremos a nossa alternativa orçamental antes (de Outubro) e quantificaremos, na medida da transparência disponível, as nossas propostas”, afirmou Paulo Portas.

Em conferência de imprensa para apresentar um pacote de medidas de contenção e corte na despesa pública, que submeteu hoje ao Conselho Nacional do partido, Paulo Portas disse que está a preparar “um guião para o orçamento para 2011” que visa “oferecer ao país uma alternativa orçamental” e “provar que há um caminho diferente ao caminho do PS e do PSD”.


Entre as medidas, Paulo Portas disse estar disponível para estudar a “extinção dos governos civis” por não ver nas competências daquelas estruturas “nada de absolutamente essencial” que não possa ser feito por outras.

O líder do CDS-PP disse que proporá que em 2011 seja proibida a criação de mais empresas municipais e a redução das que existem, 240, bem como dos respetivos gestores, que serão, segundo o líder do CDS-PP, cerca de dois mil.

“Somos favoráveis à redução em dois terços às despesas com consultorias externas das empresas” do setor empresarial do Estado, disse.

Em 2011, defendeu, deve haver um programa de “rescisões por mútuo acordo” na administração pública, central, regional e local, com “indemnizações atrativas”.

“Em tudo o que temos visto” do acordo entre o Governo PS e o PSD, disse, “a verdade é que os impostos vão aumentar na terça feira mas nenhuma redução da despesa estrutural do Estado foi feita”, criticou Paulo Portas.

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