Síndrome Titanic: Basileia 3 – Sporting 0
Basileia 3-0 Sporting. Impensável? Nem por isso. Leão amorfo e sem alma humilhou-se a si próprio e bateu mesmo no fundo, despedindo-se da Liga Europa logo na fase de grupos. E nem foi preciso pegar na calculadora.
Ponto da situação: o Sporting já não está na Taça de Portugal e, hoje, despediu-se da Liga Europa logo na fase de grupos, não registando ainda qualquer vitória nesta etapa da prova uefeira. No campeonato, a nova meta definida para o actual décimo classificado é um lugar de Liga dos Campeões, que dista já sete pontos.
É caso para dizer que este leão é ridículo. Não há outra expressão para caracterizar um dos mais frustrantes jogos que a equipa realizou na presente temporada.
Qual “síndrome Titanic”, o barco leonino afundou-se definitivamente e aproxima-se perigosamente da pressão de esmagamento. O bom ambiente sentido na antecâmara da partida de Basileia mais não foi do que a ilusão de um grupo que continua a claudicar no capítulo da confiança e da segurança.
Qual Titanic, o Sporting viu tarde o “iceberg”, embateu e, mesmo assim, reagiu tarde, com condições para se salvar. A derrota por 3-0 com os suíços explica-se com a maior dose de querer que o Basileia evidenciou.
Schar começou cedo a demonstrar que este jogo seria apenas a despedida do Sporting da Europa. Aos 23′, a concentração defensiva dos comandados de Vercauteren estava apenas num nível primário.
O pior viria depois. Aos 57′, Cabral foi expulso e o Sporting passou a jogar contra dez unidades. Com o Genk a vencer na Hungria, perante o Videoton, era de esperar uma reacção portuguesa.
Nada mais errado. Quem reagiu, com menos um jogador, foi a equipa de Murat Yakin. Veio mais um golo, por Stocker. E ainda outro, da autoria de David Degen.
Ao 12º jogo fora de portas e sem ganhar longe de Alvalade sete meses depois do último triunfo, a humilhação ditou a tendência e a sentença de uma equipa cuja crise é apenas uma patologia crónica.
Pegar na calculadora, afinal, nem foi preciso.




