Egipto condena cristãos à morte por filme anti-islâmico

Os sete coptas vivem todos fora do Egipto e por isso não correm perigo imediato de vida nem serão extraditados.

Um tribunal do Cairo sentencia à morte sete cristãos, hoje, por terem participado no filme “A Inocência dos Muçulmanos”, que foi divulgado em Setembro e levou a revoltas e protestos por todo o mundo islâmico.

Todos os arguidos são de origem egípcia mas foram julgados à revelia porque vivem no estrangeiro. Cinco estão nos Estados Unidos, um no Canadá e outro na Austrália. O principal responsável pela produção do filme está detido na Califórnia, mas por ter violado os termos da sua liberdade condicional. Não é por isso crível que qualquer um deles venha a ser extraditado para o Egipto para ser executado.

Os cristãos coptas representam cerca de 10% por cento da população do Egipto e queixam-se frequentemente de serem discriminados. Existem também grandes comunidades coptas na diáspora ocidental, nomeadamente nos EUA, na Austrália e no Reino Unido.

No mesmo dia em que saiu a condenação, os juízes egípcios decretaram greve ao trabalho como resposta ao decreto presidencial que reforçou na passada semana os poderes de Mohmed Mursi.

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