Irregularidades obrigam a anular centenas de contratos de docentes
Diretores de escolas culpam o Ministério da Educação e garantem que agora já é tarde para corrigir as situações detectadas.
Há centenas de contratos de professores que têm de ser anulados por causa de irregularidades detectadas pela Inspecção Geral da Educação.
As notificações continuam a chegar a escolas de todo o país. O Ministério fala na reposição da legalidade, já os directores das escolas respondem que a lei é confusa e que as instruções para os concursos chegaram tarde.
Adalmiro da Fonseca, presidente da associação nacional de directores de escolas públicas, não tem dúvidas em responsabilizar a tutela pelas irregularidades na contratação de professores.
Para Manuel Pereira, presidente da outra associação que reúne directores escolares, agora já é tarde para corrigir as situações detectadas.
A mesma opinião tem Armandina Soares, directora do agrupamento de escolas de Vialonga, na grande Lisboa, onde foram identificados 37 contratos irregulares. Estes professores não estão dispostos a aceitar a anulação sem contestar e apresentaram o contraditório ao Ministério da Educação.
Em muitas escolas os contratos anulados são às dezenas, mas não há números globais, já que as inspecções ainda estão a decorrer.




