Dia de tempestade no “derby” de Manchester
Manchester City 2-3 Manchester United. Houve estrelas de cinema, confusão com os adeptos e há um grande problema para Mancini.
É daqueles clássicos que de quando em vez passam ao domingo à tarde: chama-se “Dias de Tempestade”, mete carros e há Tom Cruise, Robert Duvall e Nicole Kidman. E isto não podia ser mais premonitório: Tom Cruise e Robert Duvall foram ver o “derby” de Manchester deste domingo, que acabou com intervenção policial, porque houve adeptos a criar tempestade no relvado e fora dele.
O futebol é bonito demais para sofrer com a gente que lhe faz mal, mas a verdade é sofre mesmo. Há uma imagem no fim do jogo em que se vê um Joe Hart ameaçador a travar um adepto dos seus. E porquê? O guarda-redes do City tinha Rio Ferdinand a sangrar atrás de si, porque o central do United levou com uma moeda na cabeça, e não queria mais confusão. E ver ali Hart de punho feito, a evitar que o adepto chegasse a Ferdinand, é instante que dá fotografia boa, mas que é tão triste de ver para quem gosta da bola.
Se Cruise e Duvall vinham para ver futebol, também o houve. O City, a jogar em casa, estava a perder por 0-2 aos 29 minutos. Rooney bisou e foi assim que o United chegou ao intervalo, com dois de avanço.
Aos 60 minutos, David de Gea tem duas intervenções impossíveis e parecia que o City não ia lá. Mas foi nesse mesmo minuto que o guarda-redes espanhol do United foi injustiçado, porque a bola entrou mesmo à terceira – Touré, rapaz para ser invejado por tanta equipa desse mundo, reduzia para 1-2.
Quase meia hora depois, Zabaleta empatou. O treinador do City tinha ali como respirar, porque “derby” vale mais que os pontos em jogo e perder (sobretudo em casa) é que não. E Mancini, que já foi eliminado das competições europeias, anda com margem curta no coração dos seus.
Só que a coisa piorou mesmo para o treinador italiano: aos 90 minutos, van Persie marca um livre, a bola sofre um desvio e está feito o 2-3 para o United. Era a tempestade boa da incerteza do futebol antes de vir a má.




