Berlusconi anuncia aliança e diz que quer ser ministro de Economia
O ex-primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, disse hoje, em entrevista a uma rádio, que fez um aliança com o partido Liga Norte para as eleições de Fevereiro e que gostaria de ser ministro da Economia caso a coligação do seu partido ganhe o escrutínio.
Berlusconi renunciou em 2011 e foi considerado pelos seus críticos como um dos responsáveis pela crise financeira que atingiu o país. Quando foi anunciada a sua candidatura, em Dezembro, registou-se uma má reação dos mercados, aumentando o risco país e causando uma queda da bolsa de Milão.
Em entrevista a uma rádio italiana, o ex-chefe de governo disse que o seu partido, o Povo da Liberdade, fez um acordo com o líder da Liga Norte, Roberto Maroni, para apoiar a candidatura deste à Presidência da região da Lombardia.
Não avançou pormenores sobre o acordo, mas disse que seria o «líder dos moderados» numa coligação de centro-direita com a Liga. O grupo político de Maroni é favorável a regras mais rígidas para imigração e à descentralização das 20 regiões italianas.
Sobre a corrida ao Parlamento, Berlusconi disse que ainda não sabe quem será o primeiro-ministro num hipotético governo da sua coligação, mas disse preferir ser ministro da Economia. Para justificar a sua escolha, alegou com a sua carreira como empresário e a experiência política.
Berlusconi descreveu o cargo de primeiro-ministro como tendo pouco poder, tendo só a atribuição de «estabelecer a ordem do dia no Conselho de Ministros». No caso de Berlusconi não se candidatar a chefe de governo, o cargo num governo da sua coligação ficaria com o secretário-geral do PDL, Angelino Alfano.
O ex-primeiro-ministro, que apoiou o governo de Mario Monti até ao mês passado, atacou o actual governante por reintroduzir um imposto bastante impopular sobre propriedades em primeiras residências e prometeu reduzir os impostos sobre os rendimentos.
«Todos nós nos enganamos. Ele (Monti) pertence à categoria de professores que recebem um salário e olham a economia através do olho de uma fechadura», disse.




