Hollande anuncia reforço da segurança em França
Tropas francesas estão no Mali para combater os rebeldes islâmicos ligados à Al-Qaeda. Violentos combates fizeram hoje mais de uma centena de vítimas mortais no terreno.
O Presidente francês, François Hollande, fez saber este sábado que as tropas francesas vão prosseguir as operações militares no Mali e anunciou o reforço de medidas de segurança em França, depois das ameaças feitas por um grupo extremista.
“A vigilância de edifícios públicos e da rede de transportes” faz parte das medidas a tomar, anunciou François Hollande, citado pela agência AFP.
Também hoje, o ministro senegalês dos Negócios Estrangeiros, Mankeur Ndiaye, anunciou, em entrevista na cadeia televisiva France 24, que vão ser enviados 500 soldados daquele país para dar apoio ao Exército do Mali.
No terreno, mais de 100 pessoas, entre rebeldes islâmicos e forças governamentais, foram mortos este sábado no Mali, durante raids aéreos e combates das tropas francesas e malianas.
Após violentos confrontos com islamitas, o Exército do Mali assumiu o controlo da cidade de Konna (centro do país).
Centenas de soldados franceses estão no Mali na sequência de um pedido feito na quinta-feira pelo Presidente do país africano, com o objectivo de travar o avanço de forças rebeldes ligadas à Al-Qaeda.
A operação militar em curso está a ser coordenada pela Comunidade de Estados da África Ocidental.
De Lisboa partiu, esta tarde, o voo da TAP com destino a Bamako, a capital do Mali, com cerca de 80 pessoas a bordo.
Situada a mais de 700 quilómetros da capital, Konna caiu na quinta-feira na mão dos islamitas que ocupam há mais de nove meses o norte do Mali.
Esta vasta região desértica é, desde Abril, feudo de grupos islâmicos armados como a Al-Qaeda do Magrebe Islâmico (AQMI), a Ansar Dine e o Movimento para a Unidade e a Jihad na África Ocidental (MUJAO), que expulsaram os independentistas tuaregue.




