Professores discordam da decisão de permitir passagem do 8º para o 10º ano

A Associação Nacional de Professores não concorda com a transição directa do 8º para o 10º ano e a Fenprof considera ser um sinal negativo do que é a escola. A medida foi anunciada pela ministra da Educação que recusou a ideia de facilitismo.

Para saltar do 8º para o 10º ano, os alunos têm que fazer vários exames. A medida aplica-se aos jovens com mais de 15 anos que ainda não tenham concluido o ensino básico. Por outras palavras, não vão às aulas mas têm que provar que sabem a matéria, tendo positiva nos exames de todas as disciplinas .

Os professores dizem que este princípio ilude os alunos. A Associação Nacional de Professores diz que a passagem de alunos do 8º ano para o 10º é complicada. Os profissionais dizem que a medida é ineficaz.

“Os alunos, não tendo competências para finalizar o 8º ano, muito menos terão competências para tirar o 9º ano. Portanto esta medida será pouco eficaz”, observa Armando Cancelinha, da Associação Nacional de Professores.

Os alunos terão de se auto-propor às provas nacionais de Português e Matemática do final do terceiro periodo, Depois, terão de fazer os exames a nível de escola a todas as disciplinas do 9º ano. Difícil para a maioria dos alunos, mas possivel para alguns.

“Para aquele que é retido no 8º [ano] e que não tem aproveitamento no 8º é complicado, pois como é que se não consegue ter sucesso nos exames do 8º vai ter sucesso nos exames do 9º [ano]. Mas, o aluno que tiver aproveitamento no 8º, quase que se sente tentado a pedir aos professores para o reterem a ver se consegue já este ano ir para o 9º fazer os exames e passar para o 10º para o ano”, explica Mário Nogueira da Fenprof.

A transição directa para o 10º ano fica apenas ao alcance dos alunos que dominem a matéria.

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