Portas defende mais exigência no ensino e critica facilitismo

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu hoje mais exigência no ensino e criticou o facilitismo que contribui para a entrega jovens mal preparados para o mercado laboral.

“Não sou pelo facilitismo, sou pela exigência”, afirmou Paulo Portas em relação à possibilidade de alunos do 8.º ano com mais de 15 anos transitarem para o 10.º se passarem nos exames nacionais e nas provas das disciplinas do 9.º.

“Quem anda a prometer facilidades nas escolas depois entrega os jovens mal preparados para uma vida de trabalho e para um mercado laboral que não vai lá com facilidades” sublinhou Portas defendo que este sistema “pode ser muito bonito para as estatísticas, mas é péssimo para o sistema de ensino e não é bom para os jovens”.

“Estar no 8.º ano, não frequentar o 9.º ano e com um mero exame passar direto para o 10.º ano, não é um sinal nem de exigência, nem de estudo, nem de aplicação, nem de esforço” acrescentou Portas alertando que “o país só lá vai com o incentivo a esses valores: estudo, aplicação, esforço por parte das gerações mais novas”.

Portas defendeu ainda que “não se pode tratar igualmente o que é desigual” criticando que se dêem “sucessivas facilidades a quem não vai às aulas, não tenha assiduidade, se esforce pouco e não estude o suficiente para passar de ano” e depois se trate “da mesma maneira aqueles que fazem um grande esforço, muitas vezes em meios desfavorecidos, para irem às aulas cedo, para terem assiduidade, aproveitamento e para através do estudo e da passagem de ano por mérito poderem construir uma vida melhor” concluiu.

Paulo Portas falava em Alcobaça á margem de uma visita à cooperativa fruteira Frubaça.

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