Passos Coelho avisa que crise ainda não acabou
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defende que Portugal obteve resultados de emissão de dívida “encorajadores”, mas que é preciso afastar “a ideia de que está tudo feito e de que a crise acabou”.
Em declarações aos jornalistas, num hotel de Santiago do Chile, onde se encontra para participar na Cimeira União Europeia/Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC), Pedro Passos Coelho considerou que Portugal está agora “numa fase qualitativamente diferente”, mas ainda tem pela frente “caminho difícil e estreito” de correcção de desequilíbrios.
“Ainda temos caminho para fazer. Os resultados que tivemos até hoje são muito importantes e são, desse ponto de vista, encorajadores, mas a ideia de que está tudo feito e de que a crise acabou, de que não precisamos de ter disciplina orçamental e de que não precisamos de ter cuidado com as reformas que estamos a empreender seria uma ideia perigosa que eu quero aqui afastar”, afirmou o primeiro-ministro, depois de ser questionado sobre a possibilidade de haver um alívio da austeridade.
“Nós seremos, durante os próximos meses, testados pelos mercados para saber se realmente mantemos o caminho que temos vindo a seguir, se estamos determinados em alcançar as metas para o nosso défice. Sabemos que a nossa correcção de contas públicas tem vindo a ser notável, sobretudo ao nível externo, mas precisamos de manter esse rumo”, acrescentou.
Por outro lado, lembrou o compromisso de redução da despesa pública em 4 mil milhões que o Governo assumiu com a ‘troika’ no ano passado.
De recordar que o conselheiro do Governo, António Borges, disse esta semana que já não seria preciso mais austeridade.




