Taça de Portugal: Lima desata o nó táctico
Paços de Ferreira 0-2 Benfica. Encarnados em vantagem na eliminatória das meias finais. À falta de magia de Aimar e à desinspiração casual de Vítor, o goleador Lima respondeu com frieza. Ola John fez “xeque mate”.
Na noite em que Aimar não encantou e em que Vítor desistiu a meio, valeu a indiferença de um goleador ao amuo dos “mágicos”. E ainda um holandês pragmático.
Sem genialidade, sem poder, sem magia
A abrir, até houve entretenimento, mas os cerca de 4500 espectadores que se deslocaram ao reduto pacense queriam golos.
Sem inspiração, Pablo Aimar voltou a registar uma noite “não” e revelou uma falta de precisão gritante. Do outro lado da barricada, Vítor não deu continuidade à motivação de uma exibição de mão cheia diante do Moreirense e até decidiu abandonar o relvado a meio. Já lá vamos.
Os cálculos racionais, apontados somente à eficácia levam Paços e Benfica a degladiar-se a meio campo, Cássio e Artur Moraes “tremem”, Cícero e Lima andam perto do golo. Mas o nó não se permitiu ser desatado.
Superioridade reforça-se com frieza
Ter Aimar em campo ou não, pouca diferença fazia. Ter Vítor em campo ou não, a conclusão é a mesma. Ambos saíram cedo de cena, por motivos diferentes.
Jesus teve a ousadia de enviar a mensagem que “El Mago” precisava de absorver e tirou-o de campo, colocando Rodrigo. A troca compensou. Paulo Fonseca arriscou e deu mais margem de manobra ao português, que até tem sido apontado ao Benfica. Correu mal.
Depois de Lima ter ignorado o desafio menos próprio dos criativos, de ter acertado onde estava difícil e de ter aberto o activo, assinando o nono golo no mês de Janeiro, Vìtor decidiu deixar os “pitons” bem cravados na caneleira de Gaitán e recebeu guia de marcha em forma de cartão vermelho exibido por Cosme Machado.
A partir daí, compreensivelmente, tudo ficou facilitado. Tanto que Ola John tratou de cimentar a vantagem encarnada.
Dentro de 77 dias, há reencontro na Luz. A 17 de Abril, a bola está do lado pacense. E resta saber o que pensará agora Paulo Fonseca do modelo de duas mãos nas meias finais da Taça de Portugal. Assim não fosse e o Paços já estaria fora da prova.




