Nova candidatura à direita “impossível e indesejável”, diz Marcelo Rebelo de Sousa
O ex-líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa considera o surgimento de um novo candidato presidencial à direita “impossível e indesejável”.
“Acho mesmo impossível. Impossível e indesejável”, explicou Marcelo Rebelo de Sousa à Lusa sobre a hipótese de uma candidatura de direita em concorrência com uma eventual recandidatura de Aníbal Cavaco Silva, nas próximas eleições presidenciais.
“É impossível porque não vejo nenhuma personalidade nem nenhum setor que possam avançar com uma alternativa forte, significativa e de peso para as próximas presidenciais”, afirmou o também professor universitário e comentador político, que falou à Lusa em Paris, no sábado à noite.
“É indesejável porque seria suicida da parte da direita, tendo um candidato potencialmente vencedor, ir entregar a vitória à esquerda”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa.
Para o comentador político, “só há dois candidatos fortes, com o devido respeito pelo candidato do Partido Comunista, que ainda não é conhecido e que eu respeitarei. Mas a meu ver, o candidato Fernando Nobre não é um candidato forte”.
“Eu sei que Fernando Nobre não tem essa opinião, mas até agora ele não disse nada sobre o país que impressionasse os portugueses, e apesar de tudo já está há uns meses em campanha ou em pré campanha”, acrescentou.
“Apesar de muito prestigiado, de uma obra muito grande feita no estrangeiro, talvez até por se ter dedicado a essa obra, [Fernando Nobre] parece muito longe dos problemas portugueses”, sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa.
O professor de Ciência Política, esteve em Paris para proferir uma conferência na Casa de Portugal/ Residência André de Gouveia na Cidade Internacional Universitária, sobre “Portugal em 2010”.




