Restaurantes suspendem “Direito à Alimentação”. Sinais da crise

RefeiçãoPresidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social aponta a crise como principal responsável pela decisão e sublinha a importância das cantinas sociais na ajuda aos que mais precisam.

Em quase dois anos, o programa “Direito à Alimentação” serviu perto de 45 mil refeições aos mais necessitados, mas os empresários da restauração decidiram agora suspendê-lo.

“Tenho pena. Primeiro, representa o agravamento da crise, porque esta suspensão significa que as instituições que fornecem refeições estão de facto com mais dificuldades, não há excedente e isto também representa menos apoio às pessoas com necessidade mesmo”, afirma o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social, padre Lino Maia, na primeira reacção à notícia.

O programa consistia na cedência das sobras diárias às instituições de solidariedade, em função das situações mais graves.

Lino Maia considera que a suspensão do programa não impede a comida de chegar aos mais desfavorecidos, pois as cantinas sociais estão a funcionar bem.

“Está garantido um serviço de cantinas sociais por todo o país, que estão a prestar uma atenção e penso que não há grande risco. É mais o que significa em termos de agravamento da crise do que de implicação numa protecção aos mais desfavorecidos. As cantinas sociais estão, neste momento, a corresponder – não digo a 100%, mas é um processo em marcha – muito bem às necessidades”, afirma à Renascença.

Na origem da decisão dos empresários da restauração estará a crise agravada pela subida do IVA para 23%.

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