CPCJ surpresa com casos de crianças com menos de 5 anos a viver sozinhas
O presidente da Comissão de Protecção das Crianças e Jovens, Armando Leandro, disse hoje à Lusa ter ficado surpreso com os casos relatados na imprensa sobre crianças que vivem sós, acrescentando que são graves e vão ser investigados.
Armando Leandro comentava os casos revelados hoje no Diário de Notícias de crianças com menos de cinco anos a viverem sozinhas ou a cargo de irmãos também menores ou adolescentes.
O Diário de Notícias refere o caso de duas meninas de três e cinco anos que ficaram entregues a si próprias quando a mãe foi trabalhar para Espanha.
O caso ocorreu há meses em Sintra e foi denunciado às autoridades pelo pai, que não morava no concelho mas que, assim que tomou conhecimento da situação, tentou ir buscar as filhas, mas foi impedido por um vizinho a quem a mãe terá pedido que “olhasse” pelas meninas.
De acordo com o jornal, o caso precisou da intervenção das autoridades policiais, tendo sido as meninas entregues à guarda do pai.
“Não temos notícia, por ora, de casos semelhantes. Estes casos são graves demais e, por isso, vamos estar atentos”, disse o presidente da Comissão Nacional da Proteção das Crianças e Jovens.
De acordo com Armando Leandro, estas situações têm de ser prevenidas, analisadas caso a caso e encaminhadas pelas comissões.
“É preciso também melhorar as possibilidades das crianças nas suas condições familiares e, por outro lado, sinalizá-las para que estas sejam protegidas”, disse, salientando o papel muito importante da comunidade na sinalização.
Armando Leandro garantiu ainda que “não tem notícia de casos como estes”, referindo ter visto “com surpresa” os casos descritos na imprensa.
“É um assunto sobre o qual nos vamos debruçar com todo cuidado e a própria comunidade deve estar alertada para este facto e sinalizá-la, para que se possa intervir em proteção das crianças”, disse.
Armando Leandro disse também que a comissão vai recolher mais elementos sobre os casos e investigar se existem outros.




