«Proxy marriage»: Casamentos pela Internet estão em alta
A noiva num local. O noivo noutro. Os convidados, cada um na sua casa. E o juiz de paz também. Todos, ligados pela Internet, ouvem a pergunta: «Aceita tal pessoa em casamento?»
Pode parecer estranho, mas a modalidade, actualmente conhecida como «proxy marriage», está a popularizar-se bastante.
Tecnologias como o Skype e o Google Hangouts têm colaborado ainda mais para o crescimento destes eventos. A empresa Proxy Marriage Now, na Carolina do Norte, realiza cerca de 400 a 500 casamentos por ano. E o número tem estado a crescer entre 12% e 15% anualmente.
Uma reportagem do New York Times mostra que a história começou com soldados norte-americanos.
Como muitos iam para a guerra e não sabiam se conseguiriam regressar vivos, aproveitavam os benefícios da tecnologia para oficializarem o seu amor e não deixarem a amada sem a divisão de bens.
Os imigrantes também ajudaram a popularizar os casamentos virtuais nos EUA. No entanto, segundo o jornal, muitos passaram a aproveitar-se da oportunidade para conseguirem cidadania norte-americana e depois abandonavam o seu marido ou mulher.
Em alguns estados, o casamento via Internet não é reconhecido. Noutros, apenas soldados podem utilizá-lo. A prática é tão nova, que algumas autoridades da imigração nem tinham noção do «golpe» feito por imigrantes.
A reportagem também alerta que, noutros casos, o «proxy marriage» foi utilizado para atrair estrangeiras e torná-las escravas sexuais.




