Bispo de Lamego diz que Igreja Católica não vai agregar paróquias
O bispo de Lamego, D. António Couto, disse que a Igreja Católica não vai agregar paróquias, como o Estado faz com as freguesias, porque “quer estar próxima das populações, designadamente dos idosos”.
D. António Couto referiu-se ao assunto durante o debate sobre ‘Ecumenismo e diálogo inter-religioso’, realizado em Estarreja, no âmbito da Missão Jubilar que assiná-la os 75 anos da restauração da Diocese de Aveiro, e de que foi orador, a par do ex-Presidente da República Jorge Sampaio.
O prelado da Diocese de Lamego respondia a uma questão vinda da plateia, sobre a falta de coincidência entre a organização administrativa da Igreja e do Estado, que leva a que populações de um distrito pertençam à diocese de outro, ou mesmo numa freguesia com duas paróquias, cada qual seja de uma diocese diferente.
“Parece-me que não está a ser tratada e não vai haver (agregação) nas paróquias, porque queremos manter o contacto com as populações o mais próximo possível”, afirmou D. António Couto.
O bispo admitiu que, face às dificuldades do trabalho pastoral, com reduzido número de padres, para paróquias que por vezes são dispersas e de pequena dimensão, a Igreja Católica tem discutido soluções e, inclusive, houve uma troca de impressões entre as dioceses de Braga e de Santiago de Compostela, acerca do que se passa na Galiza, com problemas idênticos.
“Já experimentámos deslocar as pessoas de pequenas paróquias para terem a missa dominical em comum com paróquias vizinhas e não resultou. Não podemos pedir, nomeadamente aos idosos, que venham a outros lados. Somos nós que temos a obrigação de ir ter com eles”, disse.




