PJ diz que todos os indícios apontam para que Carina tenha sido vítima de acidente de viação

A Polícia Judiciária do Porto considerou hoje que todos os indícios apontam para que Carina Ferreira, desaparecida desde 1 de maio, tenha sido vítima de um acidente de viação, tendo a viatura em que seguia caído numa ribanceira junto à A24, perto de Lamego.

Helena Monteiro, coordenadora da PJ Porto, disse aos jornalistas que acompanharam as operações de resgate do corpo de Carina e da viatura, que “todos os indicadores levam a crer que foi um acidente”, adiantando que a jovem, de 21 anos, se encontrava no interior da viatura, com o cinto posto.

O carro, um Peugeot vermelho, foi encontrado numa zona de difícil acesso, debaixo de alguma vegetação, o que terá impedido que tivesse sido localizado numa busca aérea realizada naquela zona com o apoio da proteção civil.

Inconformada com o resultado das buscas, a PJ “decidiu ver melhor uma zona de silvado e com mais persistência foram recolhidos indícios de que a viatura poderia estar por debaixo da vegetação”, prosseguiu a coordenadora.

De acordo com Helena Monteiro, a PJ trabalhou desde o início “admitindo todas as possibilidades, já que se tratava de uma pessoa desaparecida”.

“Ponderámos a possibilidade de ser um desaparecimento voluntário, ou porque pretendia sair do ambiente em que vivia ou por eventual suicídio”, referiu.

A outra hipótese que surgiu, adiantou, foi a de “um desaparecimento involuntário, (em que Carina tivesse sido) vítima de um acidente ou de um crime”.

Afastada a possibilidade do desaparecimento voluntário, “estávamos a trabalhar em duas frentes, no desaparecimento involuntário, e acabámos por verificar que foi um acidente”, sustentou.

A autópsia de Carina Ferreira será hoje realizada, tendo a viatura sinistrada sido rebocada esta madrugada para as instalações da PJ no Porto.

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