Isaltino Morais: “Querem que eu seja o rosto da corrupção política”
O presidente da Câmara Municipal de Oeiras afirmou que está inocente e que foi “condenado injustamente”. Em declarações ao programa De Caras, da RTP, Isaltino Morais teceu duras críticas à comunicação social que acusa de querer fazer de si o “rosto da corrupção política”.
“Sou um homem inocente que foi condenado injustamente”. Foi desta forma que Isaltino Morais quebrou hoje o silêncio sobre o processo em que é acusado, entre outras coisas, de branqueamento de capitais, abuso de poder e fraude fiscal.
Disposto a esclarecer a sua inocência, o autarca de Oeiras acusou a comunicação social de o querer como o “rosto da corrupção política”.
“Sistematicamente fala-se na comunicação social de corrupção. E quem é o corrupto? O Isaltino. Querem que eu seja o rosto da corrupção política”, afirmou o autarca, assegurando ainda que “se eu fosse um cidadão normal a esta hora estava inocentado”.
Isaltino, que considera ter sido “vítima de terrorismo político e cívico por parte de alguns meios de comunicação social”, garantiu que não fugiu ao fisco, mostrando mesmo um documento da autoridade tributária que atesta que o autarca tem “a sua situação tributária regularizada não sendo devedor de quaisquer impostos”.
Questionado sobre o dia que passou na prisão, em 2011, o autarca descreveu-o como “um sofrimento tremendo”, mas garantiu que “há aspectos mais fortes que a prisão: a nossa consciência e a nossa dignidade”.
Sobre os recursos que têm impedido que cumpra os dois anos de prisão efectiva a que foi condenado, Isaltino foi peremptório: “O meu advogado apresentou os recursos necessários, não foram excessivos. Se estes recursos não fossem legais e legítimos não eram aceites em tribunal”.
Ao terminar a entrevista, o autarca confessou que esta situação judicial tem afectado as suas poupanças, razão pela qual precisou de pedir um empréstimo bancário no valor de 125 mil euros para fazer face às despesas com os honorários dos advogados.




