Alberto João Jardim: “Há que partir o disco e comprar um novo que sirva o País”
O presidente do Governo da Madeira disse que a moção de censura é uma “espécie de disco” com “música desafinada”, defendendo que a solução é “partir o disco e comprar” outro que sirva o País.
“Eu vou olhando para aquilo e aquilo é uma espécie de um disco, disco em que um toca uma música e o outro toca outra música”, afirmou Alberto João Jardim aos jornalistas, à margem de uma inauguração no concelho de Santa Cruz, depois de informar ter assistido a uma parte do debate da moção de censura ao Governo de coligação PSD/CDS-PP na Assembleia da República.
Segundo o chefe do executivo insular, também líder do PSD/Madeira, “a maioria toca de um lado do disco, a oposição toca do outro lado do disco, só que esse disco é o regime e, no meu ponto de vista, a música está desafinada de um lado e do outro do disco”.
“A solução agora é partir o disco e encomendar outro disco”, declarou o presidente do Governo da Madeira que, recentemente, enfrentou na Assembleia Legislativa da Madeira duas moções de censura.
Questionado se o maestro, numa alusão ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, já devia ter saído, Alberto João Jardim respondeu: “Não é o maestro, aquilo tem vários maestros, como são músicas diferentes, são tocadas por artistas e tem compositores diferentes. O disco significa o regime e, como o regime não presta, há que partir o disco e comprar um novo disco que sirva o País”.
O Governo de maioria PSD/CDS-PP enfrenta hoje uma moção de censura apresentada pelo PS, a quarta deste executivo no espaço de nove meses e a primeira dos socialistas, que tal como as anteriores voltará a ser ‘chumbada’.
No texto da moção de censura, o PS defende que Portugal vive já uma crise política e precisa de um outro executivo que represente o novo consenso social e político.
“Se o Governo continua cada vez mais isolado, a violar as suas promessas eleitorais, sem autoridade política, incapaz de escutar e de mobilizar os portugueses, a falhar nos resultados, a não acertar nas previsões, a negar a realidade, a não admitir a necessidade de alterar a sua política de austeridade, a não defender os interesses de Portugal na Europa, a conduzir o País para o empobrecimento, então só resta uma saída democrática para solucionar a crise: A queda do Governo e a devolução da palavra aos portugueses”, lê-se no documento.




